terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Gestão Democrática Da Educação !

 

 “Formação do gestor: Como aprende e se desenvolve? Como percebe seus erros e acertos?Forma de superação e desenvolvimento profissional”.



Por: Renata del bianco Ritzdorf Ferreira

Formação do gestor: Como aprende e se desenvolve? Como percebe seus erros e acertos? Forma de superação e desenvolvimento profissional”, “Ser ou não ser aprendente e resiliente na sociedade do conhecimento: Reflexos na escola e na ação dos atores que praticam a educação.”

Resumo:

Neste texto teremos uma visão parcial de todo processo do gestor e suas atividades na instituição escolar e comunidade local, seus docente , e seus alunos assim como as reações de ser ou não ser aberto à democracia na escola em ouvir a sua comunidade local , coma também saber dividir as responsabilidades administrativa para não causar desconforto, dependência nas decisões a serem tomada.

Um novo olhar da educação pública foi lançado no momento em que queremos mudar a educação brasileira e oferecer qualidade e participação eficaz .

Gestão Democrática, Participação e Mudança.

Introdução:

Parece óbvio lembrar que uma gestão democrática traz, em si,a necessidade de uma postura democrática. E esta postura revela uma forma de encarar a educação e o ensino, onde o Poder Público, o coletivo escolar e a comunidade local, juntos, estarão sintonizados para garantir a qualidade do processo educativo.

A gestão democrática na escola e nos sistemas de ensino torna-se um processo de construção da cidadania emancipada. Para tanto, e segundo Araújo (2000), são quatro os elementos indispensáveis a uma gestão democrática: participação, pluralismo, autonomia e transparência.

Mas há quem não aplique estes 4 elementos e se considere gestor democrático e efetivo na classificação , mas podemos ver um dos erros primordial na gestão a ser reparado,pois o poder administrativo monopolizado na pessoa do gestor como umas células centrais da instituição escolar ,pode refletir em repressão e indisciplina de forma generalizada por parte de todos , funcionários, docente dicente , comunidade,é que o papel da escola destorcido por este tipo de manipulação de poder.

A partir de formação mais especifica ao gestor é estando eles dispostos a mudar este quadro caótico de conceito de educação pública,nós teremos uma grande luta em fazer a nossa sociedade entender que é necessário ser participativo ,mas será um desenvolvimento na qualidade da educação pública.

Na descrição dos elementos constitutivos da gestão democrática,fica evidente um conceito transversal a todos eles:o de democratização da educação (GRACINDO, 2003). E ele se torna o fio condutor e a base de reflexão/ação da gestão democrática, isto é, participação, pluralismo, autonomia e transparência não se instauram sem a cultura democrática. Agregado à postura de democratização da educação, outro conceito permeia todas as reflexões desenvolvidas: a idéia de escola como espaço público. Isto é, sem o sentido público, a escola não viabilizará participação, pluralismo, autonomia e transparência. Um outro fator muito claro que influencia todo o sucesso de gestão democrática e sua eficácia e a consolidação do conselho escolar.

O Conselho Escolar, entre outros mecanismos, tem papel decisivo na gestão democrática da escola, se for utilizado como instrumento comprometido com a construção de uma escola cidadã.

Assim, constitui-se como um órgão colegiado que representa a comunidade escolar e local, atuando em sintonia com a administração da escola e definindo caminhos para tomar decisões administrativas, financeiras e político-pedagógicas condizentes com as necessidades e potencialidades da escola.

Desta forma, a gestão deixa de ser prerrogativa de uma só pessoa e passa a ser um trabalho coletivo, onde os segmentos escolares e a comunidade local se congregam para construírem uma educação de qualidade e socialmente relevante. Com isso,divide-se o poder e as conseqüentes responsabilidades.

A composição, funções, responsabilidades e funcionamento dos Conselhos Escolares devem ser estabelecidos pela própria escola, a partir de sua realidade concreta e garantindo a natureza essencialmente político-educativa do Conselho Escolar, que se expressa no “olhar” comprometido que desenvolve durante todo o processo educacional, com uma focalização privilegiada na aprendizagem. Sua atuação, desta forma, se volta para: o planejamento, a aplicação e a avaliação das ações da escola.

A educação emancipadora rompe com qualquer padrão de qualidade estabelecido a priori, em decorrência do próprio desenvolvimento das relações sociais, não cabendo, portanto, “modelos” ou “fórmulas” que padronizam a prática educativa. Pode-se identificar, contudo, alguns atributos de uma escola cuja qualidade se referencia no social (BORDIGNON; GRACINDO,2000).

Se a finalidade última da educação é a formação de cidadãos, então, a qualidade da educação precisa estar voltada para esse fim e necessita sustentar-se em um tipo de gestão que propicie o exercício da cidadania, promovendo a participação de todos os segmentos que compõem a escola, além da comunidade local externa, ou seja, deve se sustentar na gestão democrática.


Referência:

LÜCK, Heloisa ,FREITAS Kátia Siqueira de ,GIRLING Robert e KEITH Sherry. “A escola participativa: O trabalho do gestor escolar” capitulo1,2ª ed. Rio de janeiro DP&A.1998.
ARAÚJO, Adilson César de. Gestão democrática da educação: a posição dos docentes. PPGE/UnB. Brasília. Dissertação de Mestrado, mimeog., 2000.
AZEVEDO, Janete; GRACINDO, Regina Vinhaes. Educação, sociedade e mudança. Brasília: CNTE, 2005.
BARROSO, João. O reforço da autonomia das escolas e a flexibilização da gestão escolar em Portugal. In: FERREIRA, Naura S.Carapeto (org.).Gestão Democrática da Educação: atuais tendências, novos desafios. São Paulo: Cortez, 1998.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96.
BORDIGNON, Genuíno; GRACINDO, Regina Vinhaes. Gestão da Educação: o município e a escola. In: FERREIRA, Naura; AGUIAR, Márcia (orgs.). Gestão da Educação: impasses, perspectivas e compromissos. São Paulo: Cortez, 2000.
Cadernos dos Conselhos Escolares. Caderno 2: Conselho Escolar e a Aprendizagem na Escola. Brasília: MEC, 2004, 10 volume.


Foto: Google

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