segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

+ A Banalização Da Vida Humana +



Morreu Mais Um Alguém...!!!


Mais um alguém morreu...!!!
...Talvez confundido... Talvez inocente... Talvez culpado... Talvez... Talvez... Talvez...!

Morreu mais um alguém sem oportunidade de defesa, de explicação, de julgamento, de perdão!

Morreu mais um alguém por uma incontestável condenação, por uma irremissível punição!

Morreu mais um alguém talvez sem saber por que... Morreu mais um alguém talvez sem por que saber... Porque morreu...!

...Alguém filho, irmão, amigo... Alguém pai... Mãe... Alguém pessoa, alguém humano, alguém ser... Alguém! Alguém! Alguém!

...Morte talvez sem culpados... Morte talvez sem culpas... De quem morreu talvez.

...Alguém morreu... Alguém com nome e sobrenome... Alguém com família morreu... Morreu mais um alguém!


Mais um alguém morreu!!!


Àqueles que perderam entes queridos assassinados... “Talvez confundidos... Talvez inocentes... Talvez culpados... Talvez... Talvez... Talvez... !

Escrevi esse poema  num momento de indignação com a morte de um rapaz barbaramente assassinado vítima de linchamento, confundido com um assaltante procurado na cidade de Petrolina em janeiro de 2010.
O poema na época foi publicado no blog de Geraldo José:  www.geraldojose.com.br e no blog da UNEB: http://multicienciaonline.blogspot.com/


foto: Google


 manollo ferreira

domingo, 18 de dezembro de 2011

"O Sertanejo é, Antes De Tudo, Um Forte"... Cidadão Brasileiro !


O semiárido, dos contextos, dos sertanejos e nordestinos, das pluralidades, das singularidades da sua gente e suas culturas, memórias e histórias. Nos tempos dos tempos das suas terras fartas, cachoeiras, rios, riachos, serras, serrotes, chapadas, vales, mares, brotaram sonhos, vontades, verdades. Do homem e da mulher que planta, que colhe, que cria boi, bode, avestruz, porco, galinha, peixe em cativeiro, abelha em apiário, programas tecnológicos, produtos de consumo e de produção, que compra e que vende, administra, gerencia, que consome e que exporta de tudo que se tem, de tudo que nessas terras se pode dar.

No cinza do seu verde a caatinga se implode em cores, entoada na macambira, na faveleira, na catingueira, na umburana, no umbuzeiro, no mulungu, na flor do mandacaru, na carreira ligeira da cobra corredeira, do teiú, do tatu, do calango, do preá, no vou rasante do carcará, da codorniz, da coruja buraqueira, no canto sonoro do sabiá, do azulão, do cardeal, do bem te vi, quem bem se quis te ver por lá.

Menino e menina brincando na rua, na varanda ou na piscina, no terreiro, no cercado ou no riacho, correndo do bicho, preso no carrapicho, ouvindo causos de assombração, cantigas de roda, viajando na net, brincando de gude, garrafão, rodando pião, game, bola no campo ou na televisão, pintando o sete no lombo de um jegue ou de uma moto, fazendo poeira, se “emburraiando” no chão, em tempos de chuva correndo na lama, tomando banho de bica, se escondendo com medo do trovão.

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte...” cidadão brasileiro, do mundo, homem, mulher, menino, menina, construtores do tempo, em dias comum, de sol a brilhar, de noites de lua, estrelas a palpitar... Senhores e senhoras da evolução, do trabalho, da educação, da poesia, da tecnologia, da alegria, da fé na religião.

Escrevi esse texto para um trabalho do curso de especialização em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido Brasileiro - (Profª Vanderlea) - UNEB/DECH III.

Foto: Google

manollo ferreira