sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Enclausurado / # Angustia Em Foco #



Na incontestabilidade do irremediável

Ao canto

Aos quantos

Pelos cantos

Ao tanto

Em confinamento

  Intrínseco à pena

Em cena... A penar !

Só... !

Velado às frestas

Limita-se à Parcela da cela


#... Enclausurado...# 

manollo ferreira  
                                                                             
Foto:Google

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Os Quatro Tipos De Professor



           Atualmente muito se comenta, escreve, debate e publica sobre dificuldades na aprendizagem. E consideramos tal realidade como um avanço pois tal campo de estudos tem contribuído para ‘desestigmatizar’ muitos alunos que eram rotulados de preguiçosos, desmotivados e desinteressados. No entanto, precisamos verificar a real dificuldades e nos perguntarmos: há realmente dificuldade na aprendizagem ou no ensino? Estudos comprovam que o papel, a postura, a motivação e a metodologia do professor pode fazer diferença muita diferença no avanço ou na regressão da aprendizagem. Tal realidade pode aplicar-se também em questões comportamentais. Baseado nos “Quatro modelos básicos de relações familiares”, utilizaremos a mesma estrutura em relação aos professores e o impacto desses tipos na vida escolar do aluno.

Professor Autoritário:
Caracterização: É extremamente autoritário e no relacionamento com os alunos há ausência de diálogos sendo que as ordens são dadas por quem detém a ‘ autoridade’ e quem não tem deve obedecer sem jamais questionar.
Consequência no comportamento do aluno: O aluno que aceita a autoridade passivamente é premiado e o que não aceita é punido. Gera alunos excessivamente tímidos ou extremamente ‘indisciplinados’.
Pontos positivos do professor autoritário: Mantém a ordem.
Pontos negativos do professor autoritário: Impõe o medo; gera alunos tímidos e pouco persistentes; não promove o desenvolvimento do pensamento crítico.

Professor Permissivo:
Caracterização: Aceita tudo; tem medo de não ser aceito; é inseguro; apresenta auto grau de afeto e comunicação
Consequência no comportamento do aluno: O aluno não tem noção de limites e tem comportamentos abusivos em sala de aula; não encara com responsabilidade tarefas para fixação de conteúdo; não entende o limite entre brincadeiras e respeito.
Pontos positivos do professor permissivo: Consegue a simpatia dos alunos que geralmente o taxam de ‘bonzinho’.
Pontos negativos do professor permissivo: Frágil; acaba prejudicando toda a turma pois sua falta de postura acaba impactando no processo de ensino-aprendizagem devido ao alto nível de bagunças em sala.

Professor Democrático:
Caracterização: Exige que os combinados de sala sejam cumpridos; exerce alto grau de controle; mantém vias de comunicação e diálogo com os seus alunos; valoriza a opinião dos alunos.
Consequência no comportamento do aluno: Respeito e interesse pelo professor e sua matéria; alcançam grau de maturidade e exercício da maturidade; aumento da aprendizagem.
Pontos positivos do professor democrático: Exerce autoridade ao mesmo tempo que mantém o respeito da turma; habilidade de gerenciar conflitos em sala de aula.
Pontos negativos do professor democrático: ?????????

Professor Negligente:
 
Caracterização: Baixo grau de controle com os alunos; acreditam que a culpa da indisciplina dos alunos é sempre da família e que ‘não tem jeito’; acreditam que estão ali apenas para ‘dar o conteúdo’ sem interação com os alunos.
Consequência no comportamento do aluno: Alunos mostram-se indisciplinados, rebeldes pois percebem que os professores não se importam e nem se interessam por eles.
Pontos positivos do professor negligente: Nenhum.
Pontos negativos do professor negligente: Irresponsável; negligente; descompromissado; inabilidade para realizar auto-análise e auto-crítica. Realmente, é o mais preocupante tipo de professor.
Fonte: http://venturelle.wordpress.com/2010/08/20/os-quatro-tipos-de-professor/
Fotos: Google

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ira !!!




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Ao verbo que mana da boca tecida em pecado

Farpas aglutinam-se ao desvario do horror

Abrasadas artérias canalizam célere furor

Na intransponível peleja da dor

Contraem-se músculos contrapostos a ação

Convergem-se nervos a uma reação.

Na incontestável renúncia ao medo

Vorazmente aflora ao ser em instinto

Profano alimento irrefletido da força

À carne d’alma em vinho,

Num corpo tomado ao acaso... Por acaso...

Desprende-se insólita insânia a viger... Em IRA!!!



A "IRA" leva o ser humano a deixar por alguns instantes de ser humano !
manollo ferreira 

Foto: Google

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Inversão De Valores = O Certo Agora é Errado #



Valores Humanos em Família



                           "Os pais têm a responsabilidade primária                                                           de moldar o caráter dos filhos”. 
                                                          Sathya Sai Baba
                                                               


Todos nós sabemos, porque sentimos na própria pele, o quanto é fundamental para o individuo, a família, e a sociedade planetária o resgate dos valores humanos se quisermos construir uma nova visão da vida, do ser humano e uma nova organização social. Só se resgata o que foi perdido e é inconteste que estamos numa sociedade orientada por uma inversão de valores éticos e morais. Perdemos a conexão com os princípios fundamentais que estruturam a consciência e criamos falsos valores e necessidades artificiais. Por outro lado, não existe ser humano que não viva pelo menos algumas vezes os valores humanos. Mesmo aqueles que caminham como um exército paralelo ao desenvolvimento civilizatório infringido leis naturais, sociais e leis espirituais, em algum momento demonstram valores. Também aqueles excluídos de direitos civis e que são o resultado do descaso institucional procuram viver valores ainda que eventualmente para permanecerem humanos. Negando os valores que nos definem como seres humanos nos tornamos uma ameaça para o planeta e para a preservação da nossa própria espécie. Falamos muito em direitos humanos e nos esquecemos que se vivermos valores humanos os direitos humanos serão respeitados automaticamente. É justamente pelos valores, crenças e sistemas de conexões do homem consigo mesmo, e com a família, que constitui o seu universo mais próximo, e com a sociedade e o mundo, seu meio de interação mais vasto, que se constrói um padrão de relações interpessoais. Os valores humanos definem o caráter, a relação em família, a cultura, a dinâmica social, a economia e a política. Então o que devemos fazer? Como despertar os valores e pratica-los no cotidiano de nossas vidas? Acredito que o processo se inicia com a auto-indagação. A primeira providência é procurar saber se os valores humanos estão sendo praticados por nós mesmos antes de cobrar dos outros um comportamento ético e digno. Uma boa pergunta é: Eu tenho vivido os valores que quero que os meus filhos vivam, que as pessoas que conheço vivam? Identificar os valores requer honestidade e disposição para corajosamente transformar a si mesmo em uma pessoa melhor e mais verdadeira. Outra pergunta que devemos nos fazer é: “Eu acredito mesmo naquilo que digo que acredito? Eu sou feliz, minha família é feliz? Se a resposta for negativa, pergunte-se sobre o que tem feito para ser e fazer feliz. E a partir dessas reflexões comece a buscar soluções transformadoras. O poder transformador dos valores reside na sua simplicidade e no fato deles permearem a vida. Os princípios espirituais, éticos e sociais se enraízam na família; e a família atualmente está bastante insubstancial e sem significação. O propósito da família deve ser o encontro e não o confronto. É preciso reaprender a conversar, cuidar, trocar ideias e opiniões numa atmosfera fraterna e livre que estimule o acolhimento do outro pelo coração. Um aspecto importante para ser aprendido em família é como ouvir praticando a escuta empática, ou seja, a capacidade de ouvir sem julgar ou apresentar soluções, simplesmente ouvir sentindo o momento do outro. Desse modo a comunicação acontece pela escuta do “que para quem”. E o interlocutor é o mais importante durante a conversa. Outro fator relevante é o respeito mútuo e a reverência. Os pais precisam retomar seu papel de educadores e não se limitarem a criar os filhos. O educador em valores humanos quer sejam pais quer professores precisam saber estabelecer limites e dizer sim e não com discernimento. Somente quem sabe amar é firme e compreensivo, quem não sabe é duro, rígido, autoritário e empedernido. Esse é o primeiro passo a ser dado para ensinar os filhos a ultrapassar seus próprios limites e discernir com autonomia sobre a responsabilidade do que pensa, sente, fala e faz. Em família temos o hábito de impor valores e regras e emitimos opiniões sem abertura para dialogar, isso irrita tanto os pais quanto os filhos porque soa como autoritarismo e provoca antagonismo e distanciamento. A consciência dos valores humanos como expressão da nossa verdadeira identidade nos remete ao divino em nos e nos nosso semelhantes e isso torna a vida sagrada.. Pela vivencia dos valores humanos reaprendemos a amar e a abrir mão, renunciar sem sofrimento. O amor unifica as diferenças e nos aproxima pelo coração, e a autoconfiança e o desapego revelam que dominar e querer estar no controle não é prioritário. Mostra que o caminho mais fácil é o exemplo, é praticar o que se prega. Desse modo adquirimos autoridade para ajudar nossos filhos a identificar seus próprios valores, talentos, qualidades e defeitos. Isso permite que eles por si mesmos aprimorem suas qualidades e superem seus defeitos. As crianças que não tenham uma base familiar firme podem ser despertadas para seus valores inerentes por orientadores-mentores que atuem de acordo com os valores e nutram na mente e no coração dessas crianças um comportamento voltado para a Verdade, a Beleza e o Bem. O que é valor? É o que confere importância e significado as coisas, as pessoas e a vida. Falar de valores humanos implica subjetividade. Todos nós temos valores e antivalores transmitidos pela família, educação, e meio social e cultural, eles são a base dos nossos pensamentos, comportamento, escolhas e atitudes. Porém, nem todos são capazes de afirmar conscientemente quais são os seus verdadeiros valores. Existem valores de sobrevivência e valores de transcendência. Os valores de sobrevivência são circunstanciais e relativos e podem variar de cultura para cultura. O ocidente, por exemplo, valoriza mais a independência e a individualidade, enquanto o oriente enfatiza a cooperação e a integração, mas ambos valorizam a educação como fio condutor de transformações e a família como base estrutural da sociedade. Os valores de transcendência são permanentes porque se referem ao espírito e são compartilhados por todos os seres humanos independente de raça cultura ou credo. A importância da educação espiritual na família e na escola é muito grande, porque os valores espirituais fundamentam os valores de sobrevivência que inspiram valores éticos naturalmente. Somente a espiritualidade revela a excelência humana, isso independe de religião. Os valores espirituais devem ser despertados e conscientizados no intimo de cada um pela reflexão do que é realmente importante na vida. Não se trata criar adeptos para determinada crença religiosa nem de formar pessoas cultas e de boas maneiras apenas, mas ajudar a aflorar de dentro para fora os princípios que irão nortear a vida dos nossos filhos. Como as crianças constroem sua escala de valores? Observando os pais. Nossas palavras, ações e respectivas consequencias ilustram e legitimam a importância de viver valores humanos. É importante para os pais, reconhecer que todas as situações são oportunidades para refletir sobre valores e demonstrar para a criança o quanto vive-los pode fazer dela uma pessoa mais feliz. Atualmente nós estamos vivendo numa sociedade impiedosa e injusta que não acredita que os valores espirituais valham a pena e não crê que felicidade seja possível. Essa é a sociedade que pela pratica dos valores humanos queremos transformar, e para isso nossos filhos precisam ser convidados por nós a refletir sobre seus próprios valores. É importante que sejam agentes de transformação e não de acomodação diante da vigente distorção de valores. Para uma educação baseada em valores é preciso haver harmonia de princípios e propósitos entre família e escola. Caso contrário pode criar impacto e gerar situações adversas e conflitantes com a educação transmitida pelos pais em família e vice-versa. Essas situações devem ser aproveitadas para ajudar a criança a ficar ciente dos seus próprios valores, do que sente e acredita para aprender a lidar com os desafios, que se apresentem no decorrer de sua vida com lucidez e autoconfiança. O seu conteúdo interior lhe confere poder para analisar o que é relevante em relação a experiência vivida e ao seu comportamento e reações diante das diferentes situações. Mediante impasses podemos explorar nossas potencialidades e aquilo que fere os sentimentos e os valores, pode forjar a retidão e fortalecer o caráter. Nossas crianças precisam ser capacitadas para se integrar em sociedade pela firmeza do caráter, isso as capacita para reconhecer e ultrapassar a barreira do erro, e da adversidade com lucidez e discernimento. Respeitar a pluralidade de escolhas dos semelhantes, acolher o diferente buscando pontos de contato e compreender as diferenças aberturas para o aprendizado. Portanto, construir conscientemente uma relação de valores na família é uma tarefa conjunta que deve ser compartilhada por pais e filhos. Os valores humanos são dons que recebemos de Deus e colocando esses dons em pratica e a serviço da sociedade revelamos excelência como indivíduos, pais, profissionais, e cidadãos.

Por: Marilu Martinelli
  

Leia mais: http://www.revistasextosentido.net/news/valores-humanos-em-familia/



INVERSÃO DE VALORES : Ser honesto é ser idiota, babaca, imbecil; Ser educado é ser covarde, gay, esnobe; Ser responsável e comprometido no trabalho é ser puxa saco, babão; Ser sensível é ser gay; Ser malandro, sacana, safado é ser esperto, atraente, notável, passivo de admiração e elogios; ser professor é ser pai e mãe !
  
manollo ferreira

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Palavra...!


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A palavra... !
Escrita... Falada... Ilustrada
Muda – Surda... Gesticulada...
... Criada... Recriada...
Repetida - Intercalada...
A palavra... !
Ao brado: Pensada... Sussurrada... Ecoada
Pelos ares, ao vento levada
Acabada... Inacabada... Em curso...
... Palavras cavas
Descompassadas palavras
Ao comando da forma
Letras em forma... A formar
A palavra... !
Explícita !... Implícita !...
Em linhas, dentre linhas
Palavras em gosto a salivar
Mel e fel.
Palavras Ditas !
Mal-ditas... Bem-ditas
No seu poder infinito...
! Finda-se !
Palavras nuas
Vestidas a desfilar...
Plurais acepções
Mundo em conversão
Sentimentos por expressar
No cerne da palavra
Verbo sentido
Sentido a se professar


Foto: Google
manollo ferreira

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Decadência da Música Brasileira




A Miséria da Música Popular Brasileira


A atualidade da música popular brasileira (MPB) é marcada pela decadência. A Música Popular Brasileira já passou por muitas fases, com altos e baixos. Na década de 50-60 viveu bons momentos, e para lembrar isto basta recordar a bossa nova, a canção de protesto, o tropicalismo, os primeiros passos do rock brasileiro (excluindo, obviamente, o rock-brega da "jovem guarda"). A década de 70 foi uma época de "vacas magras", com a música chamada "brega" e com apenas os herdeiros da década anterior honrando a MPB: Guilherme Arantes, Chico Buarque, Belchior, Rita Lee, Raul Seixas, os velhos e os novos baianos, entre outros. A década de 80 marcou um renascimento, com a onda das rádios FMs, os novos Festivais de MPB, o ressurgimento do rock nacional, e além de alguns citados que permaneceram depois dos anos 70, tivemos novos nomes, tal como Eduardo Dusek, Beto Guedes, etc. junto com os roqueiros: Kid Abelha, Titãs, Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Lulu Santos, 14 Bis, A Cor do Som, Ultraje a Rigor, entre inúmeros outros. Este período acompanhava a crise do regime militar e a redemocratização, junto com uma expansão da indústria cultural e do mercado consumidor composto pela juventude.

A partir do fim da década de 90 começa a decadência... Já no começo desta década temos os primeiros sinais do que viria: fricote, música sertaneja, pagode de baixa qualidade até chegar ao funk-brega e outras deformações. Rita Lee, Lulu Santos, entre outros, deveriam ter encerrado sua carreira antes de nos brindar com suas tristes produções pós-rock. Neste "Mar de Lama" ainda existe algo de bom, mas marginal, esporádico ou quantitativamente insignificante. Falta criatividade, senso crítico, efervescência cultural.

A música popular brasileira, com letras minúsculas, está passando por um período de miséria. Quem são os responsáveis por isso? A indústria cultural pode ser apontada como a principal responsável pelo atual estado miserável da MPB. A necessidade de ampliação do mercado consumidor, algo constante na produção capitalista e que faz parte, por conseguinte, da produção cultural nesta sociedade, produz a necessidade de uma cultura descartável, tal como as mercadorias descartáveis. Com o desenvolvimento capitalista, esta necessidade de ampliação do mercado consumidor se torna cada vez mais intensa e na atualidade assume importância fundamental para a reprodução capitalista. Esta cultura descartável é marcada pelos ciclos de renovação periódica de produtos, pois ela permite a reprodução ampliada do consumo. Se um determinado estilo musical permanece por muito tempo, então o consumo também se vê sem grandes crescimentos, pois quem compra um CD de rock and roll de determinada banda, poderá continuar ouvindo por muito tempo, mas se a cada 5 anos surge um novo modismo musical, então o consumo se expande em proporção considerável. Assim, a transformação da MPB em cultura descartável apenas mostra que a lógica do lucro domina tudo, inclusive a produção cultural, e isto mostra a razão de seu progressivo empobrecimento.

No entanto, há uma luz no fim do túnel: sempre que há efervescência social, mudanças históricas, a música também ganha impulso e o início deste século já marcou o início de uma nova onda de mudanças e estas devem agitar o mundo musical. Mesmo contra a vontade dos donos da indústria cultural, pois a própria lógica do lucro não escapa de ter que divulgar aquilo que é contrário aos seus interesses. Da contradição pode surgir o novo. Eis a esperança.

Por Nildo Viana (*)

(*) Professor da UEG - Universidade Estadual de Goiás e Doutor em Sociologia/UnB.

Fonte: La Insignia

Foto: Google