quinta-feira, 7 de junho de 2012

"Gentileza Gera Gentileza"




José Datrino, nascido no interior de São Paulo, na cidade de Cafelândia em 1917, tornou-se conhecido na Cidade Maravilhosa ao ajudar vítimas de um incêndio no Gran Circus Norte Americano, em 1961, quando morreram mais de 500 pessoas. Datrino foi ao local do incêndio e passou a plantar hortaliças no local onde haviam cinzas do antigo circo.

A habilidade com a lavoura vem da infância pobre no interior, onde também aprendeu a amansar burros. Nessa época, Datrino dizia que quando crescesse, constituiria família e criaria seus filhos, mas depois os abandonaria para seguir em uma missão.

Anos depois, o Profeta Gentileza cumpriu o que havia prometido, e se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.

Em 1980, Datrino passou a circular pela cidade do Rio de Janeiro com uma longa barba e uma túnica branca, morando embaixo de pontes e viadutos da cidade. Em 1992, durante a Eco-92, o já conhecido Profeta Gentileza se colocava estrategicamente no trajeto que as autoridades faziam para chegar à conferência e gritava pedindo que cada líder ajudasse a espalhar a gentileza pela Terra.

Uma de suas obras foram as pilastras do Viaduto do Caju, onde em cada uma delas, Gentileza escreveu mensagens em verde e amarelo, com sua visão de mundo e com mensagens baseadas em seu lema, gentileza, e recheadas de amor e esperança. Quando era tachado de louco, Gentileza respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.

Datrino, ou Gentileza, definia sua crença de forma simples e objetiva: “Deus é ‘Gentileza’ porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador”.

Foi homenageado em vida pelos cantores Gonzaguinha, nos anos 1980, e Marisa Monte, nos anos 1990. Após sua morte, em 1996 na cidade de seus familiares no interior paulista, Gentileza foi tema de samba-enredo da Acadêmicos do Grande Rio, e em 2009, foi interpretado por Paulo José na novela Caminho das Índias.


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