Profº Manollo Ferreira: Professor - Pedagogo - Especialista - Poeta - Escritor / Juazeiro - Bahia.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Velho Chico !
Opara
!
~ Antagonias Em Curso ~
Estende-se
ao legado do nobre rio
Mitos,
lendas, rituais, crendices.
...
Figuras folclóricas a emergir... !
Em
causos e histórias por ribeirinhos a se contar...
Das
aparições do Nego D’Água,
Afugentando
barqueiros e remeiros fazendo o barco virar
Aos
encantos da Mãe D’água,
Por
seduzir pescadores, às profundezas das tuas águas, pra nunca mais voltar.
Tendo
assim, na plenitude do teu leito,
Barcos
nas crenças a navegar,
Resguardados
nas carrancas,
Suas
águas a desbravar.
Pelo
manancial que mana e emana
Barragens
energia a gerar.
Riquezas,
farturas, natureza a se mudar.
Nas
tuas águas a pesca por muitos se faz prosperar,
Do
fruto da terra semente se bota a brotar,
Vistosos
lugares, irrigados pomares,
À
boca sedenta na sede da fome se faz alimentar.
Paradisíacos
cenários em terra a figurá-lo
Belíssimas
Ilhas em beleza a adorná-lo.
!!!
Imponente e lendário OPARA, Rio dos Currais,
Rio
da Unidade Nacional, Nilo Brasileiro,
Rio
São Francisco... Velho Chico !
Hoje
já não mais tão saudável...
Além
da agressão causada pelo mal da poluição
És
vitimado pela destruição da tua mata ciliar
Sucumbindo-o
ao acometimento da erosão
Em
detrimento o assoreamento,
Que
se faz a moléstia de sua exaustão,
Às
secas lágrimas que afogam-se em lamentação
No
curso das tuas antagonias por exaurir.
Manollo
Ferreira
sábado, 19 de março de 2016
Dia Da Poesia
Tecendo
Versos A Me Vestir De Poesia...!
~
Quando Estou Eu A Fazer Um Poema ~
Quando
estou eu a fazer um poema, eu o sinto, no seu espaço, dentre seus limites e sua
imensidão, no seu tempo em sua precisão, sinto seus prazeres e desprazeres...
Sinto seus cheiros, sinto seus gostos visceralmente entranhados nas suas
loucuras e na sua razão... Com fome ou sem fome, eu o como, com sede ou sem
sede, eu o bebo, satisfeito... Embriago-me...!
Quando
estou eu a fazer um poema, sinto o amor e a dor que dele emana, sinto seus
medos, suas coragens, vigores e fraquezas, suas felicidades gargalhadas em
risos de alegria, suas tristezas e lamúrias que dimanam das suas desventuras em
harmonia. Eu o ouço, no barulho das suas guerras, na serenidade voraz da sua
paz... Eu me rendo ! Às suas melodias, aos seus diálogos, às suas perguntas e
respostas, precisas e imprecisas, afirmativas e negativas, lógicas e
ilógicas... Eu confesso ! Verdades, mentiras, nos seus reclames em conclames...
Eu me ‘trago’ !
Quando
estou eu a fazer um poema, eu me visto, eu me dispo, ao seu frio, ao seu calor,
ás suas castidades e tentações... Eu me basto !
Quando
estou eu a fazer um poema, eu o vejo, vejo suas formas, suas feiuras e
formosuras, suas cores e texturas, ao encontrar-me na sua luz, ao me ater a sua
escuridão, eu me vejo, perdido ou encontrado, eu me acho em meio ao silêncio
calado que decorre da multidão, ou sozinho tomado pelo estampido da solidão.
Quando
estou eu a fazer um poema, broto-me, frutifico-me, colho-me, como-me, nas linhas
e dentre linhas, degusto-me a me fartar.
Quando
estou eu a fazer um poema, eu me enlevo, vivo-o, morro-o, ressuscito-me, sou
criatura, sou criador, no ofício pleno dos meus poderes, em versos eu o prendo,
julgo, condeno, solto-o, na sua liberdade eu voo, viajo, na terra aos céus,
vou-me para lugares por onde já estive, e por onde nem sei onde estou, crio
histórias, personagens, mundos... Inimagináveis lugares !... Eu volto, eu fico
a me achar onde estou... No verso ou na prosa, a parir o meu eu, e até mesmo
quem eu nem sei quem sou.
Manollo
Ferreira
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
PROJETO: "A QUEM ME DEGUSTA POR ME SORVER"
Proponente: manollo
ferreira
Organização: Alex Moreira,
Nadilson Costa, Manollo Ferreira.
De 01 a 05 de dezembro acontecerá na
Escola Municipal Antônio Francisco de Oliveira – EMAFO, Goiabeira II, distrito
da cidade de Juazeiro-BA, a realização do projeto “A Quem me Degusta Por me
Sorver”, quando de 01 a 04/12 serão ministradas oficinas de ‘Poemas e
Ilustrações’, pelos Profº: o poeta Manollo Ferreira e o artista plástico Alex
Moreira. Além das oficinas, acontecerá uma palestra sobre Literatura de Cordel
com o Profº cordelista Nadilson Costa, assim como a declamação de Poemas e
Cordéis com o Poeta e também cordelista Demis Santana, que acontecerá no dia
05/12, culminância das oficinas. O referido projeto tem como finalidade o
lançamento do livro que leva o mesmo nome, previsto para ser lançado em
06/02/2015, no Centro de Cultura João Gilberto, Juazeiro-BA. Este projeto é
apoiado através da 2ª Chamada do edital Calendário das Artes 2014, da Fundação
Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada a Secretaria de
Cultura do Estado (Secult-BA), somando ainda com as parcerias firmadas com: A
Escola Municipal Antônio Francisco de Oliveira – EMAFO, em nome da sua gestora Valdete Moreira, Prefeitura
Municipal de Juazeiro por meio da Secretaria de Cultura e Juventude, Centro de
Cultura João Gilberto e IRPAA e SEDUC.
Manollo Ferreira
Pedagogo, Professor,
Especialista, Poeta, Escritor....
Juazeiro-BA
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Dia Do Folclore
Folclore ‘Brasiles’
No regionalismo das culturas
Costumes a se fecundar !
Nas histórias... Nos causos... Nas lendas...
Adivinhas... Ditos... Provérbios...
Parlendas
Folclore e arte rendem-se a
figurar...
Na mata, o curupira, a caipora, o
saci a molecar;
No rio: a Iara, a mãe d’água, o nego d’água.
Carrancas a espantá-los
Nas noites de lua cheia, o
lobisomem a amedrontar,
A Mula_sem_cabeça sem rumo a
galopar...
Tribos em festa a festejar
Nas cantigas, aos batuques, acordes
a dançar,
O bumba_meu_boi, a burrinha, o boi-
tatá
O Cordel... O Repente... A
Embolada...
O São Gonçalo, a marujada
O Maracatu, o samba e a Capoeira,
O frevo, o carimbo e o axé
O candomblé, o toré...
... Sincretismos a praticar.
À mesa artefatos artesanais
Comidas em prece, sabores típicos a
degustar.
Na incomensurabilidade
antropológica no ser do negro/branco/índio...
Misturas de um FOLCLORE BRASILES singular.
manollo
ferreira
terça-feira, 29 de julho de 2014
Em Tempos De Guerra
Terror !!!
~ Em
Tempos De Guerra ~
Vazio é o ódio
Que corrompe a calma
Aliciando a fleuma
Que serena a alma.
Denso é o medo
Que suprime a dor
Fustigando em culpa
A intenção da força.
Nociva é a causa
Que revela em guerra
O ensandecer do ser
Configurando em morte.
Pretensiosa é a paz
Que burla o medo
Alimentando o ódio
Que elucida a dor.
Contraditória é a vitória
Que macula o credo
Decompondo em vida
O pecado em sangue.
Imagem: Google
manollo ferreira
domingo, 27 de julho de 2014
Livros: Alimentai-vos...!
Alimentai-vos De Livros... !
Alimentai-vos de
livros !
Anoréxicos do
verbo
Alimentai-vos de
livros !
Senhores e
senhoras adventos da pútrida estupidez
Alimentai-vos de
livros !
Míseros seres
que orbitam a plenitude da esterilidade cultural
E como uma fera
louca a vociferar sua fome bestial
Adentrem o cerne
das suas entranhas
A saborear os seus
fecundos e viscerais saberes
Alimentai-vos de
livros !
Senhores e
senhoras adventos da pútrida estupidez
Alimentai-vos de
livros !
Míseros seres
que orbitam a plenitude da esterilidade cultural
E por suas
venosas linhas... Dentre linhas
No teor
ilimitado de suas letras a sangrar
Sirvam-se das suas
nuas palavras a salivar...
Vestidas à
língua em festa a degustar
... Despidos
pensares a sorver.
Alimentai-vos de
livros !
Senhores e
senhoras adventos da pútrida estupidez
Alimentai-vos de
livros !
Míseros seres
que orbitam a plenitude da esterilidade cultural
Alimentai-vos de
livros... !
E de suas
vírgulas, acentos, sinais e pontuações a fatia-lo em doces sabores.
Em compleição
aos seus mais diversos e adversos paladares
Alimentai-vos de
livros... !
Alimentai-vos de
livros... !
E de suas
Ideadas proposições a fartarem-se n’alma.
Imagem: Google
manollo ferreira
sábado, 19 de julho de 2014
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